Eu, particularmente não possuo esse dom, fiquei meio que receosa quando Rods me mandou esse convite. E faz cerca de uns 30 minutos que passei aqui pensando no que eu poderia falar na minha primeira postagem...
Porque eu não possuo esse dom também? Porque muitas palavras ou muitos sentimentos meus só são expostos depois de muita pressão? Acabo guardando tudo, não falando o que eu queria, não chorando o que eu precisava, não brincando, não abraçando, não beijando, não sendo eu, por medo do que o próximo pense de mim. E assim sofro minhas consequências, não sou ouvida, não sou acolhida quando preciso chorar, não recebo muitas brincadeiras pois sou tida como a fechada, não recebo muitos abraços, não ganho muitos beijos, pago um preço caro por ter medo de ser eu, de ser a Ana Paula que está presa em baixo de muitas pedras que a vida jogou em cima de mim. E isso dói, e isso passa...
(Desculpem o desabafo, os erros de português, e a choramingada.)
Terminarei essa tentativa frustrada de escrever algo, com um versinho solto de Caio na qual gosto muito, boa noite.
*
"Mas gosto, gosto das pessoas. Não sei me comunicar com elas, mas gosto de vê-las, de estar a seu lado, saber suas tristezas, suas esperas, suas vidas. Às vezes também me dá uma bruta raiva delas, de sua tristeza, sua mesquinhez. Depois penso que não tenho o direito de julgar ninguém, que cada um pode — e deve — ser o que é, ninguém tem nada com isso. Em seguida, minha outra parte sussurra em meus ouvidos que aí, justamente aí, está o grande mal das pessoas: o fato de serem como são e ninguém poder fazer nada. Só elas poderiam fazer alguma coisa por si próprias, mas não fazem porque não se vêem, não sabem como são. Ou, se sabem, fecham os olhos e continuam fingindo, a vida inteira fingindo que não sabem."
eu acho que reconhecer algum "defeito" já é um grande passo quando se pretende mudar. e acho que você tem potencial pra ser tão emocionalmente derramada e ridícula quanto merece ser. você vai ver que, à medida que a gente fica mais velho, tudo fica menos grave (deus lhe livre do contrário – que você nunca fique pesada). e o bom é isso: poder se reinventar e não usar o "eu sou assim" como desculpa para ficar preso a velhos moldes...
ResponderExcluirConcordo com Rodolfo por lhe conhecer bem. Por saber do amor que tem em si. De fato as coisas vão ficando leve e, naturalmente, perceptíveis. Não se apresse, deixe chegar e mergulhe.
ResponderExcluirSabe aquela frasinha bem clichê: Tudo tem o seu devido tempo??
ResponderExcluirEntão. Com o passar do tempo velhas amarras se desprendem e as vezes conseguimos mais facilmente nos lançar no universo das letras e consequentemente trancrever tudo ( ou quase tudo) do que sentimos e vivemos.
Faça isso, mas faça sem pressa...quando menos você esperar as coisas fluem.
a pequena pou é um poço de amor, oraora
ResponderExcluir