terça-feira, 29 de março de 2011

Começando....

Confesso que tenho andado um tanto quanto enferrujado ou quem sabe com um bloqueio para expressar o que venho sentindo, mas pesquisando algo na net sobre a Balada de Gisberta me deparei com o poeta responsável por ela, por esse vídeo e por muitos outros.
E vasculhando meu blog vi que tinha um texto escrito em 2008, precisamente no dia 08 de outubro que resolvi partilhar.

Lá vamos nós!!!

Fantasmas

Eu tento e como tento matar, sufocar esse imenso vazio que me assola.
Procuro me exaurir no dia-a-dia para chegar na cama exausto, fadigado, cansado para expirar todos os fantasmas da minha vida.
Paro, respiro e exalo na ânsia de extingui-los, mas eles vão e logo logo estão de volta.
Me perseguindo, me assustando.
Tento exorcizá-los, mas parece que eles já fazem parte da minha essência, do meu eu, da minha pele.
E dói. E é ruim.

Vivo com eles rondando a minha existência que, para ser preciso é quase uma co-existência.
Vivo com eles e eles sem mim não existiriam.
Às vezes me pergunto quem na verdade existe realmente, ou domina quem.
Se eles existem pelo simples fato de eu permitir, como podem causar tantos problemas?

Tolo quem pensa - é porque ele quer!

Na verdade acho eu, que na minha pífia ignorância não tenho escolhas.
Eles estão aqui, e assombram todos.
A verdade é que, onde existe vida existem parasitas, onde existem sonhos existem fantasmas e anjos e demônios.
E tenho que conviver com eles, todos eles.
Pois não passo de um fantasma travestido de gente.



Um comentário:

  1. amei essa musgan de abrunhosa. e casa muito bem com seu texto...

    p.s.: ai, sotaque português. #umidificação

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